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08/05/2017

Oásis Urbano

O primeiro jogo da Seleção Brasileira (contra o Exeter City, 1914, no Estádio das Laranjeiras) foto do Daily Mirror


Heraldo Palmeira
O bairro sempre esteve no meu mapa desde que cheguei à cidade no início dos anos 80. Asa morena já começava a virar clássico e ratificar Zizi Possi como uma das maiorais da música.
Me faz pequena, asa morena
Me alivia a dor
Aliviando a dor que mata
Me faz ser teu amor
Foi nesse clima de arrebatamento, a música tocando o tempo todo em todo lugar, que conheci o autor Zé Caradípia, então morador do bairro e “na batalha pela música”. Um gaúcho querido que faz tempo não vejo, a quem fui levado por outro querido dos pampas, Galileu Arruda – que dividia apartamento comigo em tempos inesquecíveis de Copacabana.
Sempre tive curiosidade para saber porque se chamava Laranjeiras um dos bairros mais antigos e bucólicos do Rio de Janeiro, que se estende do Largo do Machado, sob as bênçãos da enorme matriz de Nossa Senhora da Glória, até o túnel Rebouças. A rua das Laranjeiras, que vira Cosme Velho mais adiante, é o eixo da vida tranquila da região, sua grande perimetral que se perde da vista na subida para Santa Teresa.
A origem do nome gera controvérsias. Há quem garanta que havia uma grande quantidade de laranjeiras na parte mais baixa do vale do rio Carioca. Há quem garanta que é apenas uma referência ao bairro lisboeta também chamado Laranjeiras, pela semelhança de abrigar chácaras próximas do centro da cidade.
Logo no início, uma conexão histórica junta o Mercado São José e o Parque Guinle. O mercado, que virou polo de arte, cultura e gastronomia, era a antiga senzala e celeiro de uma fazenda localizada no parque, cujo conjunto de prédios residenciais hoje disputadíssimos tem a assinatura de Lúcio Costa e serviu de piloto para as superquadras do Plano Piloto de Brasília.
O lugar por onde se estendia a bacia do rio Carioca era conhecido como Região da Carioca, que foi sendo dividida na virada entre os setecentos e os oitocentos e deu origem aos bairros do Catete, Cosme Velho e Flamengo.
Endereço nobre e predominantemente residencial da Zona Sul, Laranjeiras começou a ser ocupado no século 17 com a construção de chácaras ao redor do rio Carioca – despenca da Floresta da Tijuca (nos arredores do Corcovado) na direção do mar do Flamengo –, que já abastecia a cidade de água doce desde os primórdios do período colonial, pois seu manancial oferecia “a melhor água da cidade”.
Hoje poluído e escondido em canal submerso sob o mar de asfalto, só pode ser visto na nascente e num pequeno trecho a céu aberto no Largo do Boticário, empreendimento imobiliário erguido pelo farmacêutico Joaquim Sotto em 1838, com sete casas para alugar, que virou relíquia arquitetônica e cultural com seu casario que parece parado no tempo.
A chegada da fábrica de tecidos Aliança à rua General Glicério, em 1880, provocou enorme transformação no bairro, fazendo surgir suas primeiras vilas operárias, grandes comerciantes e trazendo a primeira linha de bondes.
A fundação do Fluminense deu um retoque de modernidade, já que o futebol era grande novidade em 1902. Talvez pelo requinte já observado no bairro e pelos homens importantes envolvidos na sua criação, o clube terminou identificado com a elite.
A partir do atual Palácio Guanabara, o bairro virou polo importante do poder político desde a monarquia (serviu de residência para a princesa Isabel e Getúlio Vargas) e, quando o Rio virou capital federal da República, vieram embaixadas e outros órgãos da máquina administrativa. As lendárias palmeiras imperiais da rua Paissandu continuam uma espécie de portal nobre até o mar.
Laranjeiras se confunde e se mistura sem briga com o Cosme Velho, rota de turistas do mundo todo que enchem a estação do trenzinho do Corcovado para subir até o Cristo Redentor.
Ao longo do tempo – junto com o vizinho – foi endereço de Afonso Reidy, Alceu Amoroso Lima, Austregésilo de Athayde, Cândido Portinari, Cecília Meirelles, Ernesto Nazareth, Euclides da Cunha, Heitor Villa-Lobos, Jorge Mautner, Lima Barreto, Machado de Assis, Manuel Bandeira, Noel Nutels, Oscar Niemeyer, Régis Bittencourt, Roberto Marinho, Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)...
Também ficou marcado pela moradora Cássia Eller e seu All Star azul, como se o bairro fosse cúmplice de uma boa conversa, um grande amor, de música e poesia.
Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário
Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali
E entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem
Ficou pra hoje
A rua das Laranjeiras quase nunca fica livre do tráfego intenso de carros e ônibus, mas consegue manter a fleuma, um ar de que não há pressa, um espaço para continuar a conversa que não terminou ontem. O ambiente muito arborizado parece reforçar a impressão de que é bom viver ali. E viver ali significa também entender cenas e personagens do cotidiano.
Rua das Laranjeiras (fotografia Heraldo Palmeira)
Quase hora do almoço, duas mulheres conversavam alegremente e pararam na faixa de pedestres diante do meu prédio. Aguardamos o sinal para atravessar a rua. Cada uma trazia sua criança, saídas da escola ali adiante, um menino e uma menina na faixa dos quatro anos. Os dois de mãozinhas dadas, absolutamente encantados; as mães curtindo aquele arremedo de namoro. Assim que pararam naquela espera, o menino começou a fazer carinho no rostinho dela e cobriu de beijinhos sua face.
Diante da naturalidade daquela conquista, não tive dúvida de que o encantamento do “jovem casal” era absoluto e mútuo, havia neles uma espécie de inconsciente plena consciência do que estavam vivendo.
Pode parecer estranho e exagerado, mas os adultos infantis que temos à solta no século 21 andam antecipando a infância das suas crianças, parece que reduzida para o tempo no útero materno.
Mas infância é infância e bastou o espetáculo de saguis andando nos fios da iluminação pública para os miúdos se entregarem a novo enlevo, excitados pela proximidade dos bichos, em grande farra pouco acima das nossas cabeças atravessando a rua por aquela via aérea particular.
Mas o sinal abriu para nós e o menino pegou a mão da sua amada e o cortejo do amor seguiu em busca do outro lado da calçada. Aqueles dois faziam suas primeiras travessias.
Saguis em rota alternativa (fotografia Heraldo Palmeira)
Num recorte da calçada a poucos metros do colégio, a imagem é definitiva, chama atenção. A mulher negra, miúda, em roupas sempre multicoloridas já foi incorporada ao cenário como ícone urbano.
Há sempre alguém conversando ao redor. Crianças, jovens, idosos, cerca-lourenços... Ela está no mesmo ponto todos os dias, no trabalho diário de flanelinha regular, profissional, com aparato oficial – aquele colete que teoricamente significa registro na prefeitura e os cupons que garantem estacionamento no amontoado sem nexo de carros como é comum às ruas do Rio.
Perguntar a idade, me disse o porteiro do prédio, pode ser motivo de crime. O cabelo acaju em calculado Black Power, interessantemente adornado por uma tiara de pano confere ar descolado, realça dois trunfos lindos: olhos em azul quase cinza e um sorriso de demolir qualquer brutamontes! Eu, mesmo forasteiro, ganhei o meu no primeiro contato, só porque ia passando “na área”.
– Tudo bem?
A dona do pedaço (fotografia Heraldo Palmeira)
Sorri encantado. Ainda mais quando vi uma Bic azul – paixão que professo – presa na tiara. Laranjeiras tem esse ar de grande família, onde parece que todos conhecem todos, a vida anda mais devagar, melhor.
Todas as ruas vicinais são simpáticas, parecem velhas conhecidas mesmo que nunca se tenha entrado nelas. A Pires de Almeida é objeto de desejo porque não tem saída, o sossego impera e ficou famosa como cenário de uma antiga novela de televisão.
Na verdade, a rua foi criada para abrigar o conjunto de prédios no estilo art déco, originalmente denominado Jardim Sul América, construído nos anos 20 para acomodar os funcionários da Cia. de Seguros Sul América. A proximidade da rua das Laranjeiras e o número de quartos diferenciavam seus ocupantes, de diretores a serventes. O conjunto tem hoje uma parte tombada e desde sempre a praça Múcio Leitão, cercada de amendoeiras centenárias, é ponto de encontro dos moradores e de brincadeiras das crianças do lugar.
Rua Pires de Almeida (fotografia Heraldo Palmeira)
Um pouco mais adiante, a rua General Glicério desemboca num bulevar duplicado de grande beleza, que suportaria duas pistas para carros, mas deu lugar a jardins maiores nas calçadas de prédios classudos, apartamentos enormes, onde dá vontade de morar já na primeira visita.
O bulevar abriga sua feira semanal, com música da boa, desfiles de blocos durante o Carnaval e comércio de bom porte que convive em perfeita harmonia com a proposta residencial reinante desde os tempos em que os leiteiros acordavam os moradores oferecendo seu produto bem de manhãzinha.
Rua General Glicério (fotografia Heraldo Palmeira)



Que ninguém se iluda: em toda a extensão do bairro, Cosme Velho irmanado, há muitas outras ruas assim, anônimas, recantos macios e silenciosos, endereço da natureza onde a vida parece passar mais devagar e com mais conforto.
Logo adiante está a famosa rua Alice, uma das subidas para santa Teresa, sede da lendária Casa Rosa que figura no imaginário carioca há várias gerações e terminou tombada como patrimônio cultural imaterial do Estado.
O cabaré do início do século 20 virou prostíbulo de luxo e atingiu o apogeu nos anos 50, ponto frequente de grandes empresários, políticos e artistas – preferiam entrar e sair pelo portão de emergência escondido entre o segundo e terceiro andares do casarão.
No início dos anos 80, já cambaleante, abrigou festas temáticas que espalhavam jovens pelo puteiro sem qualquer obrigação de intercâmbios – ainda participei de algumas, era uma grande curtição, juntava muitos artistas jovens para ouvir música, beber, fumar, zoar e até namorar. Ressurgiu como centro cultural e foi assim até 2004, entre noites de samba e de rock, quando os vizinhos deram um basta incomodados pela barulheira infernal e a desordem reinante nas festas e noitadas.
Preferi deixar subir a ladeira apenas minhas saudades, para não ver o casarão histórico mais uma vez abandonado naquele rosa cheio de manchas, à espera de uma reforma que lhe resgate a dignidade e estabeleça um novo relacionamento com a comunidade.
Fiquei entregue aos sabores do Sonho Lindo, que honra as tradições da culinária carioca dos botecos – outro patrimônio imaterial da grande cidade que vive no imaginário popular nacional.
Sabores no sopé da rua Alice (fotografia Heraldo Palmeira)
Os ares amenos do outono garantiam manhãs arejadas diante dos janelões da minha vista, com a mata atlântica intocada, pássaros, macacos e saguis em farra entre galhos.
Os ares amenos do outono eram animadores para caminhadas diárias naqueles dias felizes em Laranjeiras. Tempo para estabelecer amizade de infância com o português da padaria, a japonesa de charme discreto do restaurante da galeria, o homem polido da lavanderia, a mocinha da lotérica, a caixa do supermercado, o porteiro do colégio, a senhorinha da farmácia, o rapaz do café, o garçom da pizzaria, a flanelinha descolada, a moça linda do cachorrinho malhado, o taxista da praça, a secretária da paróquia, a mulher deslumbrante fazendo artesanato na calçada do banco, o garoto flamenguista da banca de jornal, o balconista do bistrô...
Ah!, meu Deus
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
(*) Trechos de Asa Morena (Zé Caradípia) / All Star (Nando Reis) / O que é, o que é (Gonzaguinha).


18 comentários:

  1. 1) Belíssimo texto Palmeira !

    2) Moro em Santa Teresa desde 1972 e adoro a citada região.

    3)Qto à famosa Casa Rosa da Rua Alice, outro dia um taxista me disse que voltou a ser "Casa de Tolerância", como se dizia antigamente.

    4)No tempo em que era boate, houve uma briga, um matou outro e ficou fechada muito anos, como vc citou.

    5) Agora, o taxista me garantiu, voltou ao Leito original...

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    1. Heraldo Palmeira08/05/2017 15:47

      Obrigado, Antonio.
      Morei em Santa Teresa alguns anos, num daqueles apartamentos enormes, com direito a bondinho passando na porta. Tempos adoráveis!
      O que sei da Casa Rosa é que foi tombada há uns dois anos pelo governo estadual e aguarda verba para restauração, pois a comunidade pretende que sirva como equipamento público de interesse da comunidade. Por isso, me parece pouco provável que tenha voltado às atividades originais, segundo essa versão do taxista. Abraço.

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  2. Moacir Pimentel08/05/2017 12:55

    Mestre Heraldo,
    A sua poesia em forma de crônica enleva a alma funda com uma métrica invisível que é dada por cada hora descrita, por cada passo narrado neste canto de um Rio que às vezes parece que não existe mais. Só os iniciados podem alcançar, cariocamente, a magia desses seus texto e fotos. Porém...
    Se você é fora de série escrevendo sobre qualquer coisa, sobre qualquer paisagem, quando fala de gente , da paisagem humana e social , se torna insuperável. Pela sensibilidade, pelo uso exato das pretinhas, pela emoção na medida certa, uma espécie de observação com olhos e bic de poeta, sem adjetivos, apenas sugerida.
    Nada é mais carioca nessas suas linhas, por exemplo, do que a figuraça "negra e miúda" e multicor, de bic azul presa no turbante que lhe prende as doidas madeixas "acaju", a quem não se pode perguntar a idade, de cujos olhos azuis e sorriso maroto nada nem ninguém escapam.
    "Tudo beeem?" (rsrs)
    Só faço, não um reparo mas um lembrete, às tintas com as quais pintou essa tela: os saguis não estão usando os fios dos postes das Laranjeiras - e da Urca, Santa Teresa, Cosme Velho, Tijuca, Grajaú e até Copacabana e Leblon! - como rota alternativa por boniteza mas por necessidade. Eles são um reflexo triste do desmatamento, da invasão de condomínios e arranha-céus no país deles : a maior floresta urbana do vasto mundo que enverdece, quicá por quanto tempo, a paisagem de pedra e de mar mais bela do planeta.
    Abração

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    1. Wilson Baptista Junior08/05/2017 15:10

      Pegando carona no comentário do Moacir, aqui também, em Belo Horizonte, do lado da janela da sala em que escrevo, bem como na frente da casa de meus pais, em outro bairro, viajam famílias de saguis pelos caminhos dos fios, egressos das matas que cada vez diminuem em todos os lugares. Aqui, por enquanto, em bairros mais ou menos arborizados. E para delícia dos netinhos quando seus horários coincidem...

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    2. Heraldo Palmeira08/05/2017 15:50

      Os saguis e macacos sempre causam espécie na gente, pois aparecem de forma arrebatadora, obreiros, concentrados nos seus afazeres, sempre em grupos familiares e alegres.
      Sem dúvida, nos entristece saber que, quando chegam tão perto é porque nós é que estamos perigosamente (para eles) perto demais.

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    3. Heraldo Palmeira09/05/2017 12:32

      Caríssimo,
      Eu já nem sei mais o que escrever para lhe responder, diante dessa cascata de palavras generosas que mereço a cada texto publicado. Só me resta ficar mais empenhado para, na próxima semana, e na seguinte conseguir manter o interesse da leitura.
      Sim, os saguis e macacos estão espremidos por nós, os "racionais" invasores do habitat deles. A ponto de se aventurarem a escalar prédios e chegar às cozinhas dos apartamentos em busca de comida - como ocorreu no apartamento, 8o andar, onde eu estava hospedado!
      A rota alternativa pelos fios dos postes não são uma cena de Tremeluzindo, mas uma maneira de eles transitarem entre os dois lados da rua, os dois lados da mata ainda virgem e cada vez menor. Abração.

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  3. Uma bela declaração de amor a um dos belos bairros antigos do Rio.
    Conheci o Laranjeiras há mais de cinquenta anos, garoto de quinze disputando meu primeiro campeonato brasileiro no lindo stand do Fluminense, ao lado do palácio Guanabara. Encantaram-me a arquitetura do palácio e o verde e as flores em volta do stand voltado para um paredão de pedras e mata, ali a impressão era realmente de um oásis dentro da cidade.

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    1. Heraldo Palmeira08/05/2017 16:17

      Caro Mano,
      Como bem se vê, esse encantamento com Laranjeiras e arredores é antigo, merecido e pega qualquer coração pronto para apaixonar pelo bairro, pelas memórias que ele mantém vivas, pela natureza ainda abundante, pelo jeitão de cidade do interior. Abraço.

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  4. Francisco Bendl08/05/2017 17:48

    Palmeira,

    Na razão direta que tanto tenho elogiado os trabalhos de Pimentel sobre Paris e outras cidades que já foram por ele registradas, tenho o dever de reverenciar este teu artigo porque muito bem feito, com detalhes, fotos, informações, que evidenciam o teu amor pela Cidade Maravilhosa!

    Parabéns pelo texto, primoroso, agradável e sentimentos que extrapolam simplesmente comentar a respeito do local onde se reside.

    Um abraço.
    Saúde e paz.

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    1. Heraldo Palmeira09/05/2017 12:36

      Bendl,
      Obrigado pelo comentário. Sim, tenho paixão eterna pelo Rio, apesar de tudo que anda acontecendo por lá há tantos anos.
      Na verdade, já não moro mais no Rio desde 2007, mas a cidade continua sendo "minha casa" também. É assim que me sinto sempre que chego por lá.

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  5. Maria Clara Gonzaga09/05/2017 09:06

    Passei a minha infância e adolescência em Laranjeiras. Muitas lembranças me fizeram crer que muito tempo se passou, mas a essência do lugar não mudou.

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    1. Heraldo Palmeira09/05/2017 12:39

      Clarita,
      Velhos tempos, belos dias de música e de tantos projetos e sonhos que ficaram pela estrada. Ainda bem que é possível voltar às Laranjeiras de tantas boas memórias e saudades.

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  6. Heraldo, adorei seu texto! Encantei- me com a dona descolada do pedaço.
    A descrição romântica do bairro é imperdível.
    Desculpe que sou brega, mas li você ao som de Velhos tempos, belos dias!
    Até mais.

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    1. Heraldo Palmeira09/05/2017 12:43

      Ana,
      Obrigado. Sim, a dona descolada é o que há no pedaço!
      O bairro acolhe e inspira; dá vontade de contar.
      Velhos tempos, belos dias já citei na resposta à Clara, hoje exímia na música, que praticamente vi crescer até os tempos atuais, em que ensina a muita gente que está crescendo.
      E Roberto dispensa minha tinta, está entre os grandes do mundo!
      Até mais.

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  7. Que beleza, querido HP. É como viajar sem sair de casa!

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    1. Heraldo Palmeira09/05/2017 23:19

      Grande WA,
      Será que devo começar a pensar em cobrar passagens? Obrigado pela companhia na caravana. Abraço.

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  8. Amigo,
    Uma "viagem", principalmente para mim que "sou local".
    Adorei!

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    1. Heraldo Palmeira13/05/2017 16:45

      Mestre,
      Você é local e que local! Em grande estilo. Obrigado pela leitura.

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